Me disseram uma vez que amar e uma questão de decisão. Decidir implica em comprometer-se. Amar um irmão e aceitar a outra metade dos defeitos que você não herdou dos seus pais. Amar seu amigo e ter coragem de ser sincero, honesto, e vê-lo, por vezes, chorar . Amar os seus pais e compreender que eles vão te decepcionar algumas vezes durante a jornada da vida – bem como você os decepcionou inúmeras vezes e o afeto deles não tornou-se menor por isso. Mas amar um companheiro requer mais do que tudo isso de um individuo. E comprometer seu tempo, seus sonhos, sua juventude, sua fé, a esperança no que e bom e partilhar metade do que se e. Mesmo depois de tamanha entrega ainda e necessário decidir. Porque entregar-se nada tem a ver com compromisso. Decisão se faz quando nada vai bem, quando o outro já não lhe parece tão bom e o futuro planejado cada dia se torna ainda mais obscuro. E ai, nesse ponto exato, que o menino cede o lugar ao homem - [...]“quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” I Cor 13:11. Mesmo que custe, ele espera. Mesmo que doa, ele não desiste. Mesmo que pareça que não, ele permanece crendo. E assim porque amor e esperança andam lado a lado. Porque quem ama tem fé e quem tem fé ama ardentemente aquilo que crê.
